"A história das sociedades filarmônicas brasileiras remonta ao período em que D. João VI chegou ao Brasil. Acompanhando a Corte estava a Banda da Armada Real de Portugal, um conjunto musical militar muito conhecido na Europa.
À época, actuavam no país pequenas orquestras de cordas e coros destinados aos ambientes das igrejas. A música dita das ruas era feita pelas bandas de barbeiros, que executavam instrumentos de sopro.
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Filarmônica Lyra (foto: Parracho) |
A organização de uma sociedade filarmônica não se restringia à arte da execução musical. Com o advento das primeiras entidades, suas directorias interessavam-se pela criação de bibliotecas e de salas de audição de poemas e de apresentações de danças.
A primeira filarmônica criada no Estado da Bahia foi a Sociedade Filarmônica Erato Nazarena (ainda actuante), fundada em 1863, a partir do retorno dos soldados carabineiros da cidade de Nazaré das Farinhas, que integravam o batalhão 42, da 2ª linha, durante a guerra do Paraguai.
A partir daí e com a obrigatoriedade, precista em decreto real, de se formarem bandas de música em todas as corporações militares do país, disseminou-se o gérmen que propiciou o florecimento de muitas outras sociedades musicais.
Hoje, as filarmônicas ensinam música e cidadania a mais de 9 mil baianos, entre alunos e músicos. Prestam essas orientações gratuitamente, capacitando-os como cidadãos e proficionais, ampliando as suas possibilidades de socialização e inserção no mercado de trabalho" (ASSIS, 2006).
Referência:
ASSIS, Alfredo José Moura de. A história das sociedades filarmônicas brasileiras. Disponível em: http://www.bandasfilarmonicas.com/notas_aa_historia.pdf#search=%22filarm%C3%B4nicas%2Bhist%C3%B3ria%22. acessado em: 03 de outubro, 2006.